Gestante com bebê morto na barriga enfrenta dificuldade no atendimento do Hospital Regional

Uma adolescente de 16 anos, grávida de três meses, moradora da região do Ponto Maneca, zona rural de Eunápolis, descobriu que seu bebê estava morto após fortes dores. Ela e sua mãe já foram no Hospital Regional por quatro vezes, mas em todas as ocasiões foram orientadas a voltar para casa, sem o devido atendimento.
Nesta quarta-feira (04/12), a reportagem do VIA41 acompanhou de perto o sofrimento dessa família, que enfrenta uma situação de total abandono. Mércia Maria Santos Paiva, mãe da gestante, desabafou com indignação: "Já procuramos o hospital quatro vezes e nunca resolvem nada. Pediram para ela voltar para casa mais uma vez". O descaso é evidente, e a falta de resposta das autoridades reflete a negligência de um sistema de saúde que deveria, ao menos, cuidar de vidas em risco.
Após a denúncia, nossa equipe buscou contato com a direção do hospital, mas não obteve resposta. O caso expõe a grave falha do sistema de saúde, que não só deixa a comunidade da zona rural desamparada, como ignora as necessidades de urgência e dignidade de seus cidadãos.
Em um exame de ultrassonografia obstétrica, realizado em uma clínica particular foi comprovado que o embrião não apresenta batimentos cardíacos, o que torna ainda mais urgente a necessidade de atendimento médico imediato, que foi novamente negado à gestante.
Esse é mais um reflexo da negligência com a saúde pública. A comunidade exige providências urgentes.
VIA41