De um lado, motores roncando, sensação de liberdade, contato com a natureza… De outro, motos invadindo áreas públicas, rasgando trilhas em praias preservadas, abusando da velocidade e das manobras perigosas em Cumuruxatiba, distrito de Prado.

O hobby de motociclistas que fazem trilha em locais proibidos– especialmente nas praias preservadas de Cumuruxatiba – e o cotidiano de moradores dessa mesma região vêm se cruzando em um território de conflito e queixas. Contra praticantes do esporte pesam acusações de perturbação, danos ambientais, crime de trânsito e até omissão de socorro em casos de acidentes.

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Motociclista é flagrado em área de preservação na praia de Cumuruxatiba – Foto: Janderson Martins

Grande parte das queixas vem de um santuário que sofre exatamente por causa de suas atrações naturais: moradores, comerciantes e turistas que frequentam as praias de Cumuruxatiba, no extremo Sul da Bahia, estão apavorados com o abuso de pilotos nas praias de bastante movimento. Os motoqueiros chegam a percorrer em alta velocidade com o veículo apoiado apenas na roda traseira, pondo em risco a segurança dos banhistas.

“Todo mundo que vem a Cumuruxatiba fica encantado. O que não pode é as pessoas se desencantarem por causa de um ou de outro que representa uma ameaça à vida de todos”, disse um morador.

São comuns também relatos de infrações e até crimes de trânsito envolvendo motociclistas. Muitos praticantes de trilhas se envolvem em acidentes e fogem sem ser identificados, pois seus veículos não têm placas. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, motocicletas destinadas única e exclusivamente à prática de trilhas não necessitam de registro nem de licenciamento, porém não podem transitar em vias públicas. O transporte das motocicletas utilizadas em trilhas até os terrenos onde o esporte é praticado deve ser realizado em veículos adequados, como reboques e caminhonetes.

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Motociclistas que fazem trilhas são acusados de depredar a natureza e colocar em risco a vida de banhistas em Cumuruxatiba – Foto: Janderson Martins

O turista Marcelo Machado, de 35 anos, que mora em Belo Horizonte, reconhece que muitos praticantes do esporte abusam da velocidade em ruas e principalmente nas praias de Cumruxatiba. “Trata-se de uma minoria que não tem bom senso. Eles podem atropelar e machucar alguém. Moto de trilha não tem permissão para circular no trânsito e principalmente em áreas de preservação”, disse o turista.

Os visitantes são atraídos pelas belas praias, que ainda conserva e faz questão de manter belezas naturais, cultura local, bons restaurantes e pela tranquilidade, que ainda é a marca registrada do lugar.


Fonte Reprodução: pradonoticia.com