Após queda de 80% na produção de laticínios no Paraná, negócios começam a retomar a normalidade

Produção de queijos movimenta mais de R$ 2 bilhões por ano no estado, de acordo com o último levantamento do IBGE.

Bloco 01 Caminhos do Campo (02 08 2020) Depois de uma queda de 80% na produção de laticínios no Paraná, os negócios começaram a retomar a normalidade.

O período de incerteza no setor teve início junto com a pandemia do novo coronavírus.

A produção de queijos movimenta mais de R$ 2 bilhões de reais por ano no estado, de acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), feito em 2018. Produção de queijos movimenta mais de R$ 2 bilhões de reais por ano no Paraná Reprodução/RPC Sudoeste Uma das maiores bacias leiteiras do estado fica no sudoeste.

O Caminhos do Campo deste domingo (2) acompanhou a produção de queijo colonial – que é o forte da região.

Os laticínios do sudoeste paranaense enviam parte da produção para hotéis e restaurantes de todo estado e ainda de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Com a retomada das atividades em algumas cidades desses estados e com as adaptações que donos de estabelecimentos fizeram para retomar o atendimento dos clientes por delivery, as vendas foram reaquecidas.

Representantes do setor também disseram que a valorização do dólar reduziu a importação de queijos, abrindo mais espaço para os produtores nacionais.

Período de incerteza no setor teve início junto com a pandemia do novo coronavírus Reprodução/RPC A família Bach começou a investir na atividade com as sobras do leite que era produzido na propriedade.

Hoje, 20 anos depois, a fabricação de queijos é a principal atividade.

Oitocentos litros de leite são transformados em queijos todos os dias.

Oeste Na região oeste, há uma iniciativa que tem ajudado produtores rurais da região a fabricar queijos finos.

Esses queijos precisam de mais cuidados, desde a coleta e seleção do leite até o tempo de maturação dos produtos. ID 8739183 Nos laboratórios do Biopark, um centro de inovação e pesquisa, em Toledo, são desenvolvidos vários projetos.

Um deles é totalmente voltado para a produção de queijos finos. Tenta-se aproximar o sabor e a textura dos queijos fabricados na região aos de queijos famosos no mundo todo, como os franceses brie e morbier e o holandês gouda. Nos experimentos, alguns sofreram adaptações.

O morbier, por exemplo, recebe na França uma linha de carvão, No Paraná, usa-se o café.

Em um ano, o projeto já foi implantado em cinco municípios da região.

Técnicos visitam as propriedades para avaliar se têm estrutura para absorver a produção e oferecem todo o suporte técnico, sem qualquer custo para o produtor.

Um dos objetivos do projeto é melhorar a renda dos produtores, já que o queijo acaba rendendo um lucro maior do que a venda do leite cru. Norte No norte do estado, o Caminhos da Campo conheceu a propriedade de um agricultor que teve um parmesão classificado – em um concurso internacional – entre os 20 melhores do mundo. ID 8739188 Há quase 30 anos produzindo leite, o casal Marcia e Valdeir Martins só entrou no concurso depois de muita insistência dos amigos.

O concurso foi em Minas Gerais e reuniu mais de mil queijos, de vários tipos, de sete países diferentes.

Segundo os criadores do queijo campeão, o produto deles tem um sabor picante, mas levemente adocicado no final.

Para fazer um queijo de cinco quilos, são usados 70 litros de leite.

Depois de uma queda de 80% na produção de laticínios no Paraná, os negócios começaram a retomar a normalidade Reprodução/RPC Veja mais notícias na página especial Caminhos do Campo.

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