Garis denunciam perseguição; ameaças; situações análogas ao trabalho escravo e até mesmo CALOTE por parte da gestão municipal.

Garis denunciam perseguição; ameaças; situações análogas ao trabalho escravo e até mesmo CALOTE por parte da gestão municipal.

As péssimas condições de trabalho às quais os garis estão submetidos pela prefeitura de Eunápolis foram alvo de denúncias nas redes sociais pelos próprios trabalhadores e familiares de trabalhadores do setor de limpeza pública. 
Segundo informações prestadas pelos garis, um familiar da gestora, por prenome “Marlon” os trata da pior forma que se pode tratar seres humanos, os servidores comparam o tratamento que lhes é dispensado ao “trabalho escravo”.
Os servidores denunciaram jornadas excessivas sem pagamento de horas extras, falta de equipamentos de segurança, contaminação por chorume e trabalho em caminhões velhos que estão colocando em risco a vida dos garis.
“Tem equipe trabalhando 14 horas por dia sem o pagamento de horas extras.  Além da precariedade para realizarmos o trabalho, ainda tem assédio moral por parte de Marlon, com ameaça de demissão do gari que não se submeter à extenuante jornada de trabalho. O nosso trabalho é totalmente insalubre e, com as chuvas, fica cheio de lama misturada com chorume, causando doenças em vários garis. Nós temos os laudos que comprovam isso e alguma coisa precisa ser feita”.
É desumano o que vem ocorrendo com os garis, que prestam um serviço essencial à nossa cidade. A prefeitura não está fazendo valer o contrato milionário assinado com uma empresa privada, que prevê a colocação de novos caminhões, coleta fluvial dentre outras coisas. O contrato é altíssimo, o valor salarial pago ao coordenador da limpeza pública e parente da gestora é exorbitante, mas o que vemos até agora é desrespeito com os garis e a piora na coleta de lixo em nossa cidade.


Alinne Werneck - Jornalista
Categoria:Destaques