Índio pataxó acusado de matar segurança de fazenda está sendo julgado

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Índio pataxó acusado de matar segurança de fazenda está sendo julgado

Crime – que tem relação com disputa de terra, aconteceu em dezembro de 2002 em Itamaraju

  
Por Maria Eduarda Toralles/RADAR 64
Publicado em 16/08/2017 às 15h42
Foto: Gustavo Moreira/RADAR 64
Joel Braz dos Santos, de 56 anos, acusado de ter matado um segurança em dezembro de 2002

 EUNÁPOLIS – Iniciou por volta das 8h desta quarta-feira (16), na Câmara Municipal de Eunápolis, o júri popular do índio pataxó Joel Braz dos Santos, de 56 anos, acusado de ter matado o segurança José Geraldo Moraes, em 08 de dezembro de 2002, em uma região conhecida como “As Dez Casas”, as margens da BR-498, em Itamaraju. Na época do crime Joel Braz era o cacique da Aldeia Pé do Monte, também e Itamaraju.

O júri está sendo presidido pelo Juiz Federal da vara Única de Eunápolis, Alex Schramm. Na parte da manhã foram ouvidas as testemunhas de defesa e de acusação.  O julgamento foi retomado por volta das 13h30, após intervalo para almoço e não tem horário para terminar.  Lideranças indígenas das etnias Pataxó, Pataxó Hãhãhãe e Tupinambá e índios de diversas aldeias da região acompanham a audiência.

ACUSAÇÃO – Para o Ministério Público Federal, quando o crime aconteceu havia conflito por território na região, os índios haviam acabado de ser retirados da fazenda Oriente, na qual a vítima trabalhava e estavam acampados na região conhecida como “As Dez Casas”, onde ocorreu crime.O MPF acusa Joel Braz de ter feito os disparos que vitimaram José Geraldo no momento que ele passava pelo local.

Foto: Gustavo Moreira/RADAR 64
Índio pataxó acusado de matar segurança de fazenda vai a júri popular

A defesa alega que José Geraldo era pistoleiro da Fazenda Oriente e que teria armado uma emboscada para matar o cacique, que teria atirado para se defender.